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Greve dos trabalhadores do Metro de Lisboa nos dias 9 e 14 de abril

Greve dos trabalhadores do Metro de Lisboa nos dias 9 e 14 de abril

Foram marcadas duas paralisações de 24 horas, uma na quinta-feira e outra na próxima terça-feira, confirmou a Fectrans à RTP Antena 1. Não foram decretados serviços mínimos.

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 /
Foto: João Marques - RTP

O pré-aviso de greve apresentado por cinco estruturas sindicais é referente aos dias 9 e 14 de abril. Na segunda-feira, o Tribunal Arbitral comunicou que não foram marcados serviços mínimos. 

Horas antes do plenário dos trabalhadores, agendado para as 23h00, que se destina a decidir sobre se mantêm a greve de 24 horas na quinta-feira ou não, a Metropolitano de Lisboa emitiu um comunicado em que dá conta da previsão de que "o serviço de transporte será afetado no período determinado" pelas greves de dia 09 e 14 de abril.

"No âmbito da greve agendada para o dia 9 de abril, prevê-se que o serviço de exploração seja encerrado às 23h00 do dia 08 de abril, sendo retomado às 06h30 do dia 10 de abril. Relativamente à greve agendada para o dia 14 de abril, estima-se que o serviço de exploração encerre às 23h00 do dia 13 de abril, com retoma prevista para as 06h30 do dia 15 de abril", lê-se no comunicado.

Segundo a administração, até às 16h30 foram mantidas "negociações com as organizações representativas dos trabalhadores", tendo apresentado "soluções concretas para cada uma das matérias suscitadas pelas organizalões sindicais", entre ações já em curso e medidas previstas.

"O Metropolitano de Lisboa considera ter dado uma resposta cabal às reivindicações relacionadas com o pré-aviso de greve, prestando um contributo relevante para ultrapassar os fundamentos que estão na sua origem. O Metropolitano de Lisboa reitera que, ao longo deste processo, foi mantido um esforço sério, responsável e de boa-fé", afirmam.

Os trabalhadores tinham comunicado a intenção de realizar uma greve de 24 horas na quinta-feira e na terça-feira da próxima semana, relacionada com o incumprimento de acordos assinados em 2019, nomeadamente ao nível da formação e organização do trabalho, rejeitando a dirigente sindical da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), Sara Gligó, que estejam em causa aumentos salariais.

"Nem sequer é uma questão salarial, é uma questão de exigência de respeito pelos trabalhadores que são chefias e pela garantia da manutenção das suas fichas de funções", explica Anabela Carvalheira, dirigente sindical da Fectrans - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.
 
A dirigente afirma que a segurança do metro não tem sido respeitada, "obrigando alguns trabalhadores, inclusivamente a assumir funções em mais de um posto de trabalho", acusa.

Anabela Carvalheira mostra abertura para os sindicatos desconvocarem a greve: deixa o apelo à administração do Metropolitano de Lisboa para "encontrar a solução" e que "está na sua responsabilidade para estes trabalhadores verem refletido o que efetivamente necessitam e poderem ainda desconvocar a greve".

Segundo a decisão do Tribunal Arbitral, as cinco estruturas sindicais que promovem a greve são a Fectrans, o STTM, o SINDEM, o SITRA e o SITESE.
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